Mercado automotivo cresce em 2025 e aponta avanço moderado em 2026

Por: Sarah Ramires Cortez

O mercado brasileiro de veículos novos fechou 2025 com crescimento entre 2% e 2,6% em relação a 2024, totalizando cerca de 2,55 a 2,69 milhões de unidades vendidas, incluindo automóveis e comerciais leves. O resultado, impulsionado por modelos eletrificados e políticas de desconto, foi o melhor desde 2019, embora tenha ficado abaixo da projeção inicial de 5%, impactada por juros elevados e dificuldades na produção.

De acordo com Fábio Breda, especialista em vendas com mais de 10 anos de experiência no setor, o desempenho mostra a capacidade de reação do mercado mesmo em um cenário econômico desafiador. “O crescimento pode parecer modesto, mas representa uma retomada importante após anos de instabilidade. O consumidor voltou a comprar, mesmo com crédito mais caro”, afirma.

O total de emplacamentos em 2025 chegou a aproximadamente 2.549.462 veículos, consolidando o melhor resultado desde o período pré-pandemia. Fábio Breda destaca que a evolução do setor também reflete uma mudança no perfil do consumidor. “Os modelos eletrificados deixaram de ser nicho e passaram a fazer parte da decisão de compra de quem busca economia e tecnologia”, explica.

Além da análise de mercado, Fábio Breda também se destaca por resultados práticos na área comercial. Sob sua liderança, a concessionária Hyundai entrou para o ranking das 100 melhores em nível mundial, com indicativos de ser premiada como a melhor do Brasil em 2025, aguardando a apuração oficial da montadora. Segundo ele, o desempenho está diretamente ligado à formação de equipes de alta performance. “Resultados consistentes só acontecem quando existe processo, treinamento e metas bem definidas. Vendas não dependem apenas de produto, mas de estratégia”, diz.

Para 2026, as projeções apontam crescimento moderado e estabilidade. A Fenabrave estima alta de aproximadamente 3% nas vendas totais, podendo superar a marca de 2,5 milhões de unidades. A expectativa é impulsionada principalmente por frotas e locadoras, além da ampliação da oferta de veículos híbridos.

A eletrificação deve ganhar ainda mais espaço. Dados da ABVE indicam que, em janeiro de 2026, veículos eletrificados (elétricos e híbridos plug-in) já alcançaram 10% de participação no mercado, um marco histórico. “O híbrido se consolidou como a melhor porta de entrada para quem quer migrar do motor a combustão sem enfrentar as limitações do elétrico puro”, avalia Breda.

O ano também deve ser marcado por um grande volume de lançamentos. Estão previstos entre 50 e 70 novos modelos, incluindo trocas de geração e a chegada de novas marcas, como GAC, Omoda, Jaecoo e GWM. A produção nacional, segundo a Anfavea, pode crescer cerca de 3,7%, reforçando o papel do Brasil como polo regional do setor automotivo.

Entre os desafios, permanecem os juros elevados e o poder de compra do consumidor, além de mudanças regulatórias que podem afetar a renovação da frota. Ainda assim, a perspectiva é positiva. “O mercado está mais racional e menos dependente de picos artificiais. Crescer pouco, mas com estabilidade, é melhor do que crescer muito sem sustentação”, conclui Fábio Breda.

 

By Motor Extremo

Related Posts