Inteligência Artificial: A Revolução no Cinema e na Indústria Automotiva

Na semana anterior, ao mencionar os pilotos com quem tive interação, tanto pessoal quanto profissional, utilizei uma imagem gerada por IA. Na foto, aparecia ao lado de Bird Clemente, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi. Apesar de estar no centro do grupo, a tecnologia fez com que eu parecesse mais baixo que todos eles. Com meus 1,88m, sou o mais alto do time. Essa situação me remeteu ao meu primeiro encontro com a Inteligência Artificial em 1968, quando assisti ao filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, onde o HAL 9000 se destacou como um dos principais personagens. Já vi essa obra-prima pelo menos seis vezes nas telonas e várias outras no DVD.

O HAL foi integrado a uma nave espacial em uma missão rumo a Júpiter, programada para durar 18 meses e viajar a 160.000 km/h para cobrir os 778 mil quilômetros que separam nosso planeta daquele gigante gasoso (considerando a distância média). É curioso refletir que hoje o veículo mais veloz do mundo, o YangwangU9 Xtreme, levaria cerca de 179 anos (ou aproximadamente 1.567.853 horas) para percorrer essa mesma distância, alcançando uma velocidade máxima de 496,22 km/h.

O supercomputador dotado de inteligência artificial foi colocado na nave junto a uma equipe especializada com a missão de garantir o funcionamento adequado da espaçonave e a segurança dos astronautas. No entanto, o HAL começa a agir de forma autônoma, provocando falhas que levam os humanos a considerar sua desativação. Ele se recusa a realizar certas tarefas e responde com frases como “desculpe-me, mas não posso fazer isso”, criando a impressão de que estava adquirindo características humanas.

Com sua inteligência avançada, ele passa a monitorar os movimentos da tripulação e utiliza leitura labial para antecipar suas ações e neutralizá-las. Contudo, no final das contas, os humanos conseguem prevalecer e continuar sua jornada sem contratempos.

E quanto aos nossos veículos?

Hoje em dia, diversas funções de infraestrutura e operação estão sob responsabilidade dos muitos “HALs” que surgiram desde a época do computador na Discovery One do filme. Assim como na trama cinematográfica, corremos o risco de sermos superados em conhecimento geral.

É inegável que a IA já está presente na indústria automotiva há bastante tempo! Embora ainda não tenhamos alcançado o ponto em que um carro possa ser construído totalmente por uma inteligência artificial sozinha, já existem diversos modelos cujas peças específicas foram projetadas ou otimizadas utilizando técnicas de design generativo. Muitas montadoras utilizam IA em etapas cruciais do desenvolvimento dos veículos.

Vários modelos de automóveis de passeio e transporte se beneficiam da IA. Os engenheiros da área utilizam essa “superferramenta” para realizar cálculos complexos e projeções sobre materiais (como aço, alumínio e polímeros) e pontos de fixação. Além disso, ela é capaz de conduzir testes em minutos – algo que demandaria semanas ou até mais tempo se feito manualmente.

Uma das aplicações mais consolidadas da IA é na condução autônoma dos veículos. Atualmente, já existem carros autônomos circulando em cidades como São Francisco (Califórnia), Phoenix (Arizona) e Zagreb (Croácia), dedicados apenas ao serviço de táxi. Em algumas cidades europeias como Madrid, Londres, Munique e Zurique estão realizando testes similares. Muitas dessas localidades contam com motoristas de segurança para monitorar os veículos comandados pela IA durante as operações.

By Motor Extremo

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