Fiat Toro 2027 vai contar com sistema híbrido em três opções diferentes; confira os modelos disponíveis

Sistema MHEV de 48 Volts será associado ao motor 1.3 Turbo Flex e o câmbio AT6

A Fiat Toro 2027 terá o sistema híbrido MHEV de 48 Volts nas versões Freedom, Volcano e Ultra. A versão de entrada Endurance seguirá com o motor 1.3 Turbo Flex 270. A linha 2.2 Turbodiesel ganhará o reforço da versão Freedom que se juntará às opções Volcano e Ranch.

Conforme antecipado pelo Autos Segredos em setembro, a Stellantis optou por associar o sistema híbrido de 48 Volts e o motor 1.3 Turbo Flex ao câmbio automático AT6, em vez do automatizado E-DCT.

O motor elétrico adicional entrega 28 cv de potência e 5,6 kgfm de torque. O sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, porém, pode operar com dois objetivos distintos: reforçar potência e torque na Fiat Toro 2027 ou priorizar a redução do consumo de combustível. Mantendo a lógica adotada no sistema de 12 Volts, a configuração de 48 Volts deverá receber a denominação comercial T270 Hybrid.

Vale lembrar que atualmente, o motor 1.3 Turbo Flex entrega 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque.

O conjunto é sustentado por uma bateria de 48 Volts com capacidade de 0,9 kWh, alimentada tanto pelo motor térmico quanto pelo elétrico. Assim como ocorre nos sistemas de 12 Volts aplicados em Pulse e Fastback, a bateria fica instalada sob o banco do motorista. A gestão eletrônica é responsável por definir a atuação entre os modos térmico, elétrico ou híbrido, buscando sempre a melhor eficiência energética e economia.

A substituição do câmbio de dupla embreagem (DCT) por uma transmissão automática convencional implica mudanças relevantes no desempenho. Considerando como referência os conjuntos híbridos de 12 Volts atualmente utilizados pela Stellantis em modelos como Fiat Pulse, Fastback e nos Peugeot 208 e 2008, que combinam motor elétrico auxiliar e câmbio automático epicíclico, a adoção de uma transmissão DCT tende a reduzir as perdas de potência.

Isso se deve ao fato de que as embreagens apresentam maior eficiência mecânica do que os conversores de torque, além de, em muitos casos, resultarem em menor peso, já que as transmissões de dupla embreagem costumam ser mais leves que os automáticos convencionais de porte equivalente.

Aplicando essa mesma lógica à migração do sistema híbrido de 12 para 48 Volts, o princípio se mantém. A diferença está no ganho de potência proporcionado pelo motor elétrico de maior capacidade, que ocupa espaço físico semelhante, mas opera com tensão mais elevada. Esse incremento de potência tende a ser melhor aproveitado quando associado a um câmbio DCT, que entrega a força às rodas com mais eficiência do que um automático tradicional, embora envolva custos mais elevados tanto da transmissão quanto do sistema elétrico de maior voltagem.

Na prática, o sistema híbrido resulta em ganhos adicionais de potência e torque. Contudo, em transmissões automáticas com conversor de torque, essa força extra não é disponibilizada de forma tão imediata na Fiat Toro 2027 quanto em um câmbio de dupla embreagem.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos (foto meramente ilustrativa)

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By Motor Extremo

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