VW Taos 2026 chega em versões Confortline e Highline, mas mantém motor 250 TSI de 150 cv
O mercado de SUVs é muito aquecido no Brasil, e a Volkswagen tem motivos de sobra para investir, uma vez que nomes como Tera e T-Cross vendem bem em seus respectivos segmentos. Entretanto, quando o assunto são os médios, o Taos ainda patina em relação à concorrência. Fomos conhecer o modelo 2026 no Rio de Janeiro, e entender seus prós e contras.
Antes de falar das novidades, é preciso dizer que agora o SUV vem importado do México, e não mais da Argentina. Segundo a Volkswagen, é mais vantajoso (e barato) trazer o modelo de fora da Argentina, por conta das taxas impostas pelo país vizinho. No Brasil, o SUV é oferecido em duas versões, Confortline e Highline, pelos preços de R$ 199.990 e R$ 209.990, respectivamente.
Externamente, a principal mudança do Taos repousa sobre o visual, agora atualizado. Na dianteira, ganha destaque a barra da LED, exclusiva da versão topo de linha Highline, que interliga os faróis. Agora ela é posicionada mais acima, afinando a grade. Além disso, a tomada de ar inferior, com desenho em losangos e contorno trapezoidal, cria um efeito visual que reforça a impressão de maior largura no SUV.
Ainda na frente, os faróis full LED seguem o padrão IQ.Light, agora com elementos internos em formato de “X”. De perfil, o modelo traz rodas redesenhadas, de 18 polegadas na versão Confortline e de 19 polegadas na Highline. Na traseira, a VW optou por se afastar do estilo de lanternas com elementos pontilhados, e passou a usar luzes de traços retos, com um filete de LEDs que conecta as lentes e faz do Taos o primeiro SUV vendido no Brasil a trazer o logotipo traseiro iluminado.
Por dentro, as diferenças entre os acabamentos da Confortline e Highline são mínimas, com destaque para os bancos mais “simples” na primeira, com presença maior de tecido, e detalhes na cor branca no painel, que na Highline são na cor preta. A central multimídia VW Play passa a contar com uma tela de 10 polegadas, agora posicionada destacadamente no painel, mas que peca por não oferecer um botão físico para o volume, excluindo o do volante. No interior, o modelo também evolui ao oferecer 10 opções de iluminação ambiente, ar-condicionado automático de duas zonas e carregador de smartphone por indução.
Na lista de equipamentos, o Volkswagen Taos 2026 passa a oferecer controle de cruzeiro adaptativo e assistente de centralização em faixa no pacote ADAS, que já incluía frenagem autônoma de emergência, sistema automático pós-colisão, alerta de saída de faixa e monitoramento de fadiga do motorista.
Motor 250 TSI é suficiente para o Taos, mas mais cavalaria seria bem-vinda
Contudo, o conjunto mecânico mantém o motor 1.4 250 TSI, que entrega 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque máximo. A principal novidade fica por conta da transmissão, que deixa de ser automática de seis marchas para adotar um câmbio de oito velocidades. Com isso, o Volkswagen Taos 2026 acelera de 0 a 100 km/h em 9 segundos com etanol e em 9,2 segundos quando abastecido com gasolina.
Durante o test-drive, noto que o conjunto é bem equalizado para o dia a dia, considerando o anda e para da cidade, onde até mesmo o start-stop não é incômodo (e manteve o ar gelando normalmente). Contudo, em situações de ultrapassagens e retomadas, foi preciso habituar-se à transmissão, que sofria com respostas nem tão rápidas assim. Para mitigar a queixa, é importante usar das trocas manuais, disponíveis nas borboletas atrás do volante ou na própria alavanca do câmbio.
Além disso, sob demanda de forte aceleração, a cabine se torna bem ruidosa. No mais, o Taos oferece uma condução bem pacífica e confortável, mas que poderia ser mais ligeira, se dispusesse de um conjunto mecânico mais forte, por exemplo. Considerando rivais consolidados como o Toyota Corolla Cross 2.0 e Jeep Compass 1.3T (ambos na casa dos 170 cv), a diferença é sentida.
Conclusão: Taos oferece bom pacote, mas tem árdua tarefa se quiser se destacar frente a concorrência
No mais, seria injusto pichar o VW Taos por seus defeitos. O espaço traseiro é excelente, com saídas de ar condicionado, portas USB-C para carregamento e os 498 litros do porta-malas são bons para os que não abrem mão de espaço. A posição de guiar é um ponto forte, e a ergonomia é agradável.
Mesmo assim, o Volkswagen Taos segue disponível em duas versões de acabamento. Na Comfortline, o SUV traz seis airbags, painel de instrumentos digital Active Info Display com tela de 10,1 polegadas, banco do motorista com regulagens elétricas, além do controle de cruzeiro adaptativo e do ar-condicionado automático de duas zonas.
Na Highline, a lista é ampliada com sensor de ponto cego, assistente de tráfego cruzado traseiro, sistema de som com subwoofer, teto panorâmico e rodas de 19 polegadas. De críticas, apenas uma qualidade melhor na câmera de ré e seu desempenho, cujo motor vai muito bem em um T-Cross Highline, mas não tão bem assim no SUV médio. O bom pacote de itens de série joga a favor do modelo, mas ainda tem pontos a melhorar se quiser falar de igual para igual com a concorrência.
Ficha técnica: Volkswagen Taos Highline 206
- Motor
Dianteiro, de quatro cilindros em linha, 16 válvulas, transversal, flex, 1.395 cm³ de cilindrada, injeção direta e turbo, com potência de 150 cv (etanol/gasolina) a 5.000 rpm e torque máximo de 25,5 kgfm (etanol/gasolina) a 1.500 rpm - Transmissão
Tração dianteira e câmbio automático de oito marchas - Direção
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 11,2 metros - Freios
Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira - Suspensão
Dianteira, independente McPherson, com barra estabilizadora; traseira, eixo de torção, com barra estabilizadora; altura
