Um estudo realizado em nível nacional pela Fundación Mapfre em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo revelou os principais elementos que afetam o comportamento dos motoristas em relação à velocidade nas áreas urbanas. Os resultados indicam que a disposição para respeitar os limites de velocidade está intimamente ligada a aspectos de responsabilidade social e a normas éticas, enquanto a presença de sinalizações de regulamentação contribui significativamente para a redução da velocidade média declarada pelos motoristas.
Além disso, a configuração das vias e o volume de tráfego exercem influência no comportamento dos condutores. A pesquisa aponta que ruas sem sinalizações claras para controle de velocidade ou aquelas com tráfego fluido tendem a incentivar o excesso de velocidade. A fiscalização do trânsito é vista como positiva por uma grande parte dos participantes, com 75,9% reconhecendo a importância dos radares na promoção da segurança nas estradas. No entanto, mais da metade (53%) ainda associa a fiscalização eletrônica principalmente à geração de receita, refletindo a persistência da percepção sobre a “indústria da multa” entre os motoristas.
Outro dado interessante revela que ultrapassar os limites de velocidade resulta em um ganho de tempo bastante reduzido. Testes realizados mostraram que o tempo economizado varia entre 7 e 18 segundos por quilômetro, uma diferença que pode ser anulada devido ao trânsito e aos semáforos. Além disso, o apoio dos brasileiros à imposição de limites de 30 km/h em zonas urbanas e à implementação de uma fiscalização mais rigorosa é inferior à média observada em outros países latino-americanos. Os achados foram apresentados pela Fundación Mapfre e pela Poli-USP como uma contribuição valiosa para políticas voltadas à gestão da velocidade e segurança no trânsito.
