Nova média elétrica da marca estreia Plataforma Universal de Veículos Elétricos e aposta em aerodinâmica obsessiva para entregar até 15% mais eficiência
A Ford optou por aplicar a mentalidade das competições automobilísticas no desenvolvimento de sua próxima picape elétrica de porte médio. Inspirada na Fórmula 1 e no conceito de “falhar rápido, aprender mais rápido”, a marca conseguiu obter uma melhoria superior a 15% na eficiência aerodinâmica em comparação com qualquer outra picape do mercado – o que pode representar cerca de 80 km extras de autonomia com a mesma bateria.
A nova picape será o primeiro veículo produzido com base na Plataforma Universal de Veículos Elétricos da fabricante e tem como objetivo combinar alta autonomia, custo competitivo e eficiência energética em um segmento tradicionalmente desafiador para os veículos elétricos.
Aerodinâmica como prioridade desde o primeiro parafuso
Em contraste com o processo convencional da indústria, onde o túnel de vento é utilizado apenas na fase final de validação, a Ford optou por inverter essa lógica. O túnel de vento tornou-se uma ferramenta central desde o início do projeto, operando quase como uma parada de pit stop em uma corrida.
“Nossa equipe de aerodinâmica passou grande parte de suas carreiras obcecada por detalhes que a maioria das pessoas não percebe. Quando se busca milissegundos em uma volta, cada curva e cada milímetro são importantes”, afirma Saleem Merkt, gerente sênior de Aerodinâmica Avançada de Veículos Elétricos da Ford. “Essa mesma obsessão nos ajudou a melhorar em mais de 15% a eficiência aerodinâmica da nova picape elétrica comparada a qualquer outra do mercado, proporcionando maior autonomia e menores custos para os clientes.”
Mais da metade da equipe de aerodinâmica da marca veio diretamente do ambiente da Fórmula 1, trazendo consigo a cultura de desenvolvimento acelerado e análise detalhada de dados.
Construção modular estilo “Lego” e milhares de peças em 3D
O protótipo foi desenvolvido com uma estrutura modular que permite a troca de peças em questão de minutos. Componentes impressos em 3D e usinados – como protetores de chassi, grade frontal, suspensão e até versões preliminares das unidades de tração – foram testados em larga escala.
“Testamos milhares de componentes impressos em 3D, incluindo versões da suspensão e das unidades de tração que ainda não existiam como protótipos funcionais. A grande precisão dessas peças, em frações de milímetro em comparação às simulações, nos permitiu desenvolver uma compreensão mais profunda das mudanças nas forças verticais, longitudinais e laterais e como cada detalhe afeta a autonomia e eficiência no mundo real”, explica Merkt.
Além do hardware, a montadora reconstruiu do zero seu conjunto de ferramentas digitais aerodinâmicas. Sensores no túnel de vento geram um fluxo contínuo de dados, comparados em tempo real com simulações. Sem as restrições regulamentares típicas das corridas, a equipe pôde utilizar supercomputadores sem restrições de tempo ou processamento.
“Essas ferramentas digitais não apenas aceleram nosso trabalho – elas estabelecem a base para o futuro do design impulsionado pela IA”, destaca o especialista. “Elas permitem identificar exatamente as mudanças com maior impacto no custo da bateria e na autonomia, ajudando a compreender o porquê por trás da física. Afinal, o ar é invisível.”
Três soluções que fazem diferença real
A busca pela eficiência aerodinâmica resultou em soluções que, individualmente, parecem pequenas – mas juntas representam uma grande diferença na autonomia.
Superfície Virtual
A linha do teto foi projetada para criar um perfil aerodinâmico que se estende sobre a caçamba, formando uma “superfície virtual”. Na prática, o ar passa por cima como se a picape tivesse uma silhueta contínua, reduzindo drasticamente a turbulência típica desse tipo de carroceria.
Espelho de 2,4 km
A simplificação foi fundamental. Em vez de dois motores separados para ajuste do vidro e rebatimento elétrico, as funções foram unificadas em um único atuador. O conjunto ficou mais de 20% menor e mais aerodinâmico, adicionando cerca de 2,4 km de autonomia.
Assoalho invisível
Tradicionalmente um desafio aerodinâmico, a parte inferior foi tratada como a de um carro de corrida. Parafusos embutidos, cavidades mínimas e direcionamento de fluxo ao redor dos pneus dianteiros ajudam a controlar a turbulência. Apenas essa solução pode resultar em até 7,2 km adicionais de alcance.
Diferença de até 80 km frente a uma picape a gasolina
De acordo com a Ford, se a picape a gasolina mais eficiente em aerodinâmica vendida atualmente nos Estados Unidos utilizasse a mesma bateria da nova picape elétrica, ela teria quase 80 km a menos de autonomia. Essa vantagem representaria cerca de 15% a mais de alcance e até 30% de melhoria na eficiência em velocidades de estrada.
A marca enfatiza que o modelo foi desenvolvido como um sistema integrado desde o início. Simplesmente adaptar a carroceria de uma picape existente, segundo os engenheiros, comprometeria a dinâmica do projeto e inviabilizaria as metas de autonomia e custo.
Agora, os protótipos estão passando por testes em pistas e vias públicas para validar os dados no mundo real. Se os resultados se confirmarem, a futura picape elétrica de porte médio da Ford pode estabelecer um novo padrão de eficiência no segmento.
Foto principal | Ford/Divulgação
(*) Texto redigido com auxílio de inteligência artificial
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