Chegada do SUV elétrico médio em única versão destaca custo-benefício e antecipa híbrido flex nacional
O Leapmotor B10 representa um novo passo na estratégia de eletrificação da Stellantis no Brasil. Recentemente apresentado, este SUV médio é oferecido em uma única configuração totalmente elétrica, com preço de R$ 182.990. Entretanto, há uma promoção que reduz o valor para R$ 175.990 mediante troca de um veículo usado. Colocado abaixo do modelo C10, o B10 se destaca por seu bom conjunto tecnológico, dimensões amplas e desempenho eficaz, competindo com modelos chineses e SUVs médios tradicionais.
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Design segue a identidade global da marca
No aspecto visual, o B10 apresenta uma estética semelhante à do seu irmão maior, com faróis LED finos conectados por uma barra acrílica (não iluminada) e um para-choque com acabamento em black piano. A frente praticamente selada contribui para melhorar a aerodinâmica, característica comum entre veículos elétricos.
As rodas diamantadas de 18 polegadas e as maçanetas embutidas (sem acionamento elétrico) destacam-se na lateral, assim como o teto solar panorâmico que vem de série. Na parte traseira, o design é limpo, com lanternas LED conectadas e linhas suaves.
Dimensões e espaço interno são destaques
Com 4,51 metros de comprimento e 2,73 metros de entre-eixos, o SUV oferece amplo espaço interno, especialmente no banco traseiro. O porta-malas possui capacidade de 365 litros, podendo chegar a até 1.411 litros quando os bancos são rebatidos.
A presença de um assoalho plano facilita o transporte de três passageiros no banco traseiro, embora a ausência de um apoio de braço central seja notável. O espaço para pernas e cabeça é bastante generoso, mesmo com a inclusão do teto solar.
Interior moderno, mas com observações
No interior do B10 prevalece um estilo minimalista característico dos modelos chineses. Um dos principais destaques é a central multimídia de 14,4 polegadas que centraliza quase todas as funções do veículo — incluindo ajustes dos retrovisores e controle do ar-condicionado.
Apesar da estética contemporânea, a falta de botões físicos pode ser inconveniente durante o uso diário. Outro ponto que recebe críticas é o posicionamento da tela, que às vezes fica parcialmente escondida pelo volante.
O painel digital de instrumentos tem 8,8 polegadas e se ajusta junto à coluna de direção, uma solução inteligente que melhora a ergonomia ao dirigir.
Sistema elétrico e desempenho
O B10 conta com um motor elétrico que oferece:
- Potência de 218 cv
- Torque máximo de 24,4 kgfm
- Aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 8 segundos
A bateria possui capacidade de 56,2 kWh, proporcionando uma autonomia que pode chegar até 288 km (conforme padrões do Inmetro). Em relação à recarga:
- Carga AC (lenta): leva cerca de 7 horas para ir de 5% a 100%
- Carga DC (rápida): pode recarregar de 30% a 80% em apenas 16 minutos
Como esperado em veículos elétricos, o torque imediato proporciona respostas ágeis; no entanto, um estilo de condução mais agressivo pode aumentar o consumo energético.
Equipamentos e recursos de segurança
O modelo vem bem equipado desde sua versão inicial:
Conforto e conveniência:
- Ar-condicionado digital com duas zonas
- Teto solar panorâmico incluído
- Cargador por indução disponível
- Rodas aro 18″
- Vidros elétricos nas quatro portas
Segurança:
- Sistema com 7 airbags (incluindo um central)
- Freios a disco nas quatro rodas
- Sistemas de controle de tração e estabilidade incluídos
- Sistema ADAS nível 2 apresentando:
- Frenagem autônoma em emergência
- Piloto automático adaptativo presente
- Assistente para manter na faixa ativo
- Aviso sobre pontos cegos disponível
- Sistema para monitoramento da fadiga incorporado
Ainda que o pacote seja robusto, alguns usuários consideraram as intervenções do sistema assistente para manter na faixa como excessivas.
Pontos fortes e fracos do B10
Pontos positivos:
- Ampo espaço interno disponível
- Bons recursos voltados à segurança
- Custo acessível frente aos rivais diretos
- Suspensão ajustada para as condições brasileiras
<liDesempenho sólido em comparação com concorrentes
Pontos negativos:
- A ausência de botões físicos é notável
- A posição da tela multimídia gera desconforto
- Mancal do motorista não conta com ajuste elétrico
- Dificuldades relacionadas à ergonomia do porta-malas
- Banco traseiro apresenta assento baixo
- No horizonte: versão híbrida flex nacional está prevista
Dentre os principais atrativos do B10 está seu futuro promissor. O veículo será fabricado no Brasil e deve receber uma versão híbrida flex até 2027. Esse modelo contará com um motor a combustão que atuará como gerador — uma tecnologia já planejada para outros lançamentos da marca.
A chegada do Leapmotor B10 representa uma alternativa sensata no segmento dos SUVs elétricos médios ao unir preços competitivos a um bom nível de equipamentos e suporte técnico pela Stellantis. Embora apresente algumas falhas comuns nos modelos oriundos da China — especialmente no que diz respeito à ergonomia digital — demonstra avanços significativos na configuração dinâmica voltada ao mercado brasileiro.
Com perspectivas para nacionalização futura e lançamento da versão híbrida flex prevista para breve, o B10 poderá se tornar ainda mais relevante nos próximos anos ao intensificar sua competitividade tanto em relação aos rivais eletrificados quanto aos SUVs convencionais.
